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| ROSÁRIO OESTE TEM O MAIOR POTENCIAL TURÍSTICO MATO-GROSSENSE |
| [28/06/2009]
PREFEITURA MUNICIPAL DE ROSÁRIO OESTE |
| Matéria
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Rosário Oeste é o primeiro município do Vale do Rio Cuiabá a fazer o seu plano diretor turístico que revelou riquezas do turismo ambiental, arqueológico, rural, cultural e histórico inimagináveis que aponta Rosário Oeste como o Município com maior potencial turístico de Mato grosso.
Veja abaixo algumas das nossas principais atrações:

NASCENTE DO RIO CUIABÁ
ROSÁRIO OESTE BERÇO DO RIO CUIABÁ
O Rio Cuiabá, importante afluente da bacia do rio Paraguai, integrante da bacia Platina, limita o município a Oeste. A bacia hidrográfica formada pelo rio Cuiabá subdivide-se em Alto, Médio e Baixo Cuiabá. O rio tem suas nascentes nas encostas da Serra Azul, município de Rosário Oeste, na junção dos rios Cuiabá da Larga e Cuiabá Bonito.
MORRO DA PEDRA LAVRADA – Localizado no distrito de Bauxi, cerca de 70 quilômetros de Rosário Oeste – abriga sete cachoeiras com quedas d’água que variam de 5 a 20 metros de altura, todas formadas com água do córrego dos Macacos. O lugar é ideal para banho e seu trajeto, indicado para o eco-turismo. Durante a caminhada é possível avistar várias espécies de animais do cerrado, como o macaco prego, que dá nome às formações.
O acesso é difícil e por esse motivo se faz necessário o acompanhamento de um guia. Para se chegar à primeira das sete cachoeiras é necessário uma caminhada de cerca de 20 minutos por um terreno de vegetação que vai da floresta à savana. Do topo do morro é possível ter uma visão paisagística da região, formada por vales, serras e morrarias.
CACHOEIRA DO MONJOLINHO – Distrito de Marzagão, cerca de 135 quilômetros de Rosário Oeste - essa queda é a maior identificada até o momento na região com altura de 127 metros, ideal para a prática de rapel, trekking e eco-turismo.
CACHOEIRA DA AGUA LIMPA – Distrito de Bauxi, a 97 quilômetros de Rosário Oeste - é formada sob uma extensa rocha escarpada com formato de uma larga escadaria. Considerada ideal para banho e atividades do eco-turismo.
CAVERNA DO CURRUPIRA – Distrito de Bauxi, cerca de 72 quilômetros de Rosário Oeste – de formação calcária e alagada, essa caverna é considerada uma das mais belas da região. Suas águas são cristalinas e abrigam espécies de peixes albinos e desenhos fantásticos originados por estalactites e estalagmites. Pouco explorada, ela é considerada sítio arqueológico de onde pesquisadores do Estado já retiraram a ossada de um tatu gigante, que teria o tamanho de um carro Ford Fusca.
Ideal para pesquisas científicas e estudos arqueológicos, paleontológicos, espeleológicos, seu uso turístico pode se restringir ao histórico e ao de aventura. Até o momento, mergulhadores que já exploraram o local registraram que a caverna tem uma extensão de 300 metros contínuos e cerca de 10 metros de profundidade. A Curupira estaria entre as cavernas mais profundas do país.
Existem duas formas de acesso ao primeiro de seus vários salões alagados. Uma delas é pela base da caverna através de mergulho, a outra, por descida com corda em escalada, do topo da caverna, por cerca de 150 metros de precipício. A gruta que dá acesso ao interior do local por seu topo tem uma formação em estalagmite que lembra a imagem de uma Nossa Senhora, além de abrigar mamíferos como morcegos. Não é recomendada visita ao local sem o acompanhamento de profissionais.
CAVERNA DO PAU D´ALHO – Considerado o maior sistema de caverna do Estado, ela ainda não foi totalmente explorada, mas estudos feitos por equipes multidisciplinares de órgãos ambientais e universidades, confirmaram que em seu interior existem salões de 15 a 20 metros de altura. Sua formação calcária apresentaria belíssimas imagens em estalactites e estalagmites. Pode ser usada para atividades turísticas, porém, com restrições.
LAGOA FEIA E LAGOA ENCANTADA – ambas ficam na sede de Rosário Oeste – a primeira é escura e sombria e conta a lenda que em suas águas viveria um minhocão gigante que intimidaria banhistas, pescadores e quem ousa ficar no lugar nos fins de tarde. Na segunda, de águas límpidas e transparentes, viveria uma mulher bela e encantadora que em determinadas ocasiões apareceria para os que se banham ali. Sentada numa pedra, a mulher cujos cabelos seriam longos entoaria cantigas. Porém, ao perceber qualquer a aproximação, mergulharia nas águas transparentes e misteriosamente desapareceria. Local indicado para o eco-turismo e turismo histórico.
FAZENDAS COM EDIFICAÇÕES DO PERÍODO COLONIAL - Construídas por mão de obra escrava no século XVIII: Império (distrito de Bauxi); Quitanda e Campinas (sede de Rosário Oeste). Essas três fazendas ainda hoje guardam vestígios do período da escravidão no Brasil. São muralhas, engenhos, edificações e lendas, crenças, causos, histórias que ainda hoje não têm comprovação científica ou foram registradas. Todas têm em comum a pecha de serem habitadas por fantasmas dos negros mal tratados ali. Circula entre a população que uma gruta localizada na fazenda Campinas era usada para castiga-los com a prisão e até a morte. Eles eram levados para o seu interior e trancafiados por vários dias com uma pedra que impedia a passagem. Vários teriam morrido nessas ocasiões e por esse motivo o lugar seria assombrado.
FAZENDA QUITANDA - As paredes da casa sede foram construídas com 75 centímetros de espessura e suas janelas e portas ainda são originais. Na região ainda existe o cemitério onde eram enterrados os negros escravos e uma história curiosa chama a atenção de muita gente que visita o lugar. O rosto de uma das antigas donas da casa, que teria sido morta espancada pelos escravos, de tempos em tempos apareceria estampada na parede da sala. Os proprietários contam que em várias ocasiões a tinta foi retocada, mas assim que o tempo passa, a estampa do rosto feminino ressurge na parede. Todas as fazendas são produtivas e podem ser usadas para o turismo rural.
PRAIA DAS EMBAUBAS – Sede de Rosário Oeste – área utilizada no período de estiagem para o Festival de Praia, que ocorre por três dias, sempre no mês de setembro. O local tem um banco de areia com extensão de dois quilômetros e pode ser utilizado como turismo de lazer por três meses. Junto da igreja da cidade, é o único local protegido por tombamento federal desde 1993.
LENDA DO RASCURI E A ORIGEM DO RASQUEADO - Antes da chegada dos portugueses na região do vale do Cuiabá habitavam as cercanias de Rosário Oeste nas barrancas do Rio Cuiabá várias tribos indígenas que sobreviviam da pesca abundante, da caça e das roças de subsistência. Freqüentemente ocorria conflitos entre as diversas tribos ocasionados pelos mais diversos interesses, desde questões territoriais até por razões de sobrevivência. Um fato interessante que ocorria durante esses conflitos tribais era o ritual Rascuri que obrigava os guerreiros a passar a noite toda cantando e dançando esse ritmo contagiante que eles denominaram de RASCURI nas noites que antecediam os confrontos de guerra, isto porque os índios acreditavam piamente que este canto e esta dança energizavam a alma dos guerreiros tornando-os espiritualmente e fisicamente mais preparados para ganhar qualquer contenda.
Da mesma forma os índios de então tinham a plena convicção de que este canto e esta dança energizavam a alma dos amantes e por esta razão todas as vezes que se celebravam as uniões conjugais a comunidade indígena e os amantes passavam a noite toda cantando e dançando o RASCURI na certeza de que essa união seria eterna e com uma prole abundante e feliz.
No século XVI a partir do ano de 1500 com a vinda dos portugueses que introduziram no vale do rio Cuiabá os instrumentos de corda que deu origem a nossa viola de cocho que foi adicionado ao RASCURI foi determinante na origem do Siriri e Cururu canto e dança até hoje cultivada pelos nossos ribeirinhos cuiabanos.
No final da Guerra da Tríplice aliança, ou, Guerra do Paraguai quando os prisioneiros e refugiados da Retomada de Corumbá ficaram confinados à margem direita do Rio Cuiabá, aqui permanecendo e espalhando-se ao longo do rio, miscigenando-se e interando-se à vida dos ribeirinhos.
Essa integração resultou em várias influências; costumes, linguajar e principalmente danças folclóricas: a polca paraguaia, o siriri mato-grossense e os cantos e danças africanas recem chegados pelos escravos. A primeira, pulsante e larga, modulada no compasso ternário-composto, a segunda, saltitante, com percussão forte (de origem negra-bantu) modulada no compasso dois por quatro. A fusão dessas duas danças resultou posteriormente na nossa principal tradição musical até hoje cravada nos corações cuiabanos que é o rasqueado cuiabano.
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