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Joemil Araújo


Joemil Araújo é Médico Cardiologista, Mestre em Saúde e Ambiente, Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, responsável pelo Ambulatório de Hipertensão Arterial e pelo Laboratório de Ergometria do Hospital Universitário Júlio Müller da UFMT e sua linha de pesquisa é Epidemiologia da Hipertensão Arterial. Idealizou e fundou a AMECOR em Cuiabá.

Prestou relevantes trabalhos para Mato Grosso como Secretário Estadual de Educação e Cultura, Secretário Estadual do Meio Ambiente e Deputado Estadual, e já foi Prefeito da sua cidade natal, ROSÁRIO OESTE.

A medicina é como o amor nem sempre e nem jamais, e assim é o coração deste homem vestido de branco, eternamente apaixonado sem jamais perder de vista os seus sonhos aqui materializados com requintes de muito talento na forma de música. Poeta, sonhador, sensível e apaixonado com o coração no compasso das emoções, corre em suas veias a musicalidade universal. Neste CD está melhor do que nunca um repertório super selecionado, arranjos muito bem trabalhados pelo grande músico Paulinho, e a interpretação segura e emocionante deste grande amigo Médico e Poeta. Joemil Araújo, quero agradecer de coração, no serpentear da minha carreira, a oportunidade de poder prefaciar tão importante trabalho fonográfico que será sem dúvida alguma um marco na discografia Mato-grossense, sucesso hoje e sempre.

Roberto Lucialdo
Cantor e Compositor



Nasceu em Rosário Oeste, nas barrancas do Rio Cuiabá Acima em 28/09/49, e nessa época como dizia Mário Palmério “A vida da minha cidade era a igual a vida do seu povo, ou seja, a sua principal rua começava na Igreja e terminava no cemitério”.

O abastecimento de água potável era feito em carrinho de mão através das latas de querosene de 20 litros buscado no poço da Úrsula.Nós tomávamos banho no Ribeirão Cotia que tinha o Porto dos guris, das mulheres, dos Homens e dos soldados e presidiários, separados e isolados pela mata ciliar do referido córrego, mas antes de irmos pro ribeirão era passagem obrigatória no belo Mangueiral da praça, no campo de futebol da gurizada em frente ao Cruzeiro e nas sombras paradisíacas das Figueiras que existiam no fundo do Quintal de Dona Oadia Nasser, mãe do saudoso Renato Nasser, onde os periquitos iam buscar as frutas da figueira e fazer a alegria da garotada.

A nossa energia elétrica era gerada pela pequena Usina de Tombador que bastava dar o primeiro relâmpago prá ficarmos todo período das chuvas de Novembro / Dezembro até Abril/Maio sem luz elétrica, e, isso naturalmente inspirava os seus jovens a cantar e tocar sob a luz do lindo luar Rosariense. Os bares do Sírio Libanês Cesário Miguel do Baiano, do Nilo Nasser, e do Roque, o Cruzeiro em frente a igreja velha, e, posteriormente os bancos do jardim em frente a igreja da Matriz era o ponto de encontro dos belos Saraus musicais que fazíamos tendo como gênero musical as nossas músicas de raízes, o rasqueado, a guarânia e naturalmente também as músicas românticas das saudosas serenatas que fazíamos as nossas belas e apaixonadas namoradas.

Vivíamos nessa época intensamente as festas de ano que até hoje ainda estão vivas como a festa de São Benedito e de Nossa Senhora do Rosário com as suas inesquecíveis quermesses e suas belas prendas para o leilão tão alegremente animado no passado por Jaime Feik, Aluisio Amic e tantos outros, a festa da Igrejinha, a festa do Pai Eterno, a Festa do Taboão e do Bairro Alto e muitas outras, com as suas longas e belas ladainhas, o Cururu, o Siriri e o São Gonçalo, o Cozidão, o Furrundu, os Mastros e o povo esperando a hora prá pegar a sua morena prá rasta o pé e rala o buxo num verdadeiro rasqueado Cuiabano animado por Izac no sopro comandando a festa e Adãozinho com a sua sanfona.

Cursei o segundo grau no internato do Colégio São José, de Irmãos Maristas no Rio de Janeiro onde fui colega de Dr. Evandro Loureiro Borba, filho de Dr. Navantino e Dra. Francisca Loureiro Borba que emprestava-me o seu violão ensejando-me a oportunidade de aprender e a desenvolver esta vocação pela arte poética e musical. Tive o privilégio de conviver na minha infância e adolescência com Dalva de Barros uma das principais Artista Plástica de Mato Grosso, com reconhecimento internacional que com certeza, corroborou para engendrar-me a vocação e o gosto pela Arte. Dalva de Barros me presenteou com a Arte da Capa deste CD. Quando estudante de medicina fiz teatro e nas minhas férias em Cuiabá, sob a direção de Dona Maria Lygia Borges Garcia participei como ator de peças de grande sucesso na época.
O rio Cuiabá tinha vários portos, onde nos domingos os meus pais de vez em quando nos levava prá deliciosos banhos, e cada porto tem a sua história como a do porto do Seu Leonato que tinha um Moinho de cana empurrado pelo seu burrinho para nos oferecer uma deliciosa garapa ou rapadura, e, o porto das Laranjeiras ou da Barra onde nos dias de semana a gurizada fazia as suas tripulias. Ficou registrado pra sempre na minha memória um dos mais lindos quadros que eu já assisti quando nos finais de tarde o Sol caía suave e mansamente com seu festival de belas cores no colo do Rio Cuiabá.

Essas reminiscências da minha meninice ficaram enraizadas na minha memória e muito mais no meu coração, e me inspirou a fazer a maioria das músicas deste CD e todas inéditas, mas, vai contar também com músicas e letras inéditas de vários compositores genuinamente Rosarienses como Agener Costa, Dadino Costa, Arlindo Rondon, Gilson Loquis, e, a música Rosário Oeste que já se tornou um clássico da música mato-grossense feita por Roberto Lucialdo que é o Cuiabano mais rosariense de Mato Grosso e um dos melhores, senão o melhor cantor e compositor Mato-grossense a quem tive a honra da sua assinatura na apresentação deste meu CD.

Discografia



 
 
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