SIRIRI
Em depoimentos coletados entre os tocadores e dançarinas
de siriri, folguedo considerado um dos mais populares
na região, o termo provém da movimentação
dos chamados cupins alados
que saem da terra em grande quantidade nos dias de
chuva.
Com relação
ao termo siriri nas demais regiões brasileiras,
ele, além de ser designação de
dança de rodas infantis, corresponde a um tipo
de passarinho muito comum em todo o Brasil, chamado
suiriri.
Em verdade, muitos estudiosos já escreveram
sobre o assunto. Porém, até o presente
momento o que se sabe, além das suposições
para o nome. É que o siriri é uma dança
da qual participam pessoas de qualquer idade e sexo,
geralmente em pares, e que se utilizam de alguns tipos
básicos de coreografia, tais como a dança
de roda e a dança de fileira.
Na dança de roda a coreografia básica
consiste em movimentar-se em círculo, batendo-se
as mãos espalmadas nas mãos dos dançarinos
que estão à direita e à esquerda.
Enquanto gira a roda, os dançarinos vão
respondendo aos tocadores que conduzem o canto.
Na dança de fila, a coreografia básica
é formar duas fileiras que estarão dispostas
frente-a-frente, sendo que as damas (no caos da participação
de ambos os sexos) ficam de um lado e os rapazes do
outro. Contudo, a despeito de não estarem dispostos
em círculo, o mesmo processo de bater as mãos
espalmadas acontece. Geralmente o casal que está
em uma das pontas da fila, sai dançando por
entre a fileira, sendo seguido pelos demais membros
da brincadeira até que todos retornem aos seus
devidos lugares de origem.
O siriri é um tipo de canção
responsorial, onde a primeira parte é entoada
pelos tocadores de viola-de-cocho, ganzá e
o mocho (banco de madeira sem encosto e revestido
com couro, percutido com os dois bastões de
madeira) sendo seguidos pelos dançarinos e
dançarinas que respondem
cantando a segunda parte da canção.
Ex:
Cantiga de siriri: “Casa de capim”

1ª parte: Quem “qué”
ver a moça bonita vai na casa de capim,

2ª parte: na casa de
“teia” tem, mas não é tão
bonita assim.
Bibliografia: S.A.F.
Abel; Uma Melodia Histórica, Eco, Cocho, Cocho–Viola,
Viola-de-Cocho.
Apresentação
do Grupo Vertentes das Palmeiras dançado Siriri
em Rosário Oeste.
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