DANÇA DOS MASCARADOS
A Dança dos Mascarados,
encontrada apenas no município de Poconé,
é uma mescla de contra danças européia,
danças indígenas e ritmos negros, em
Mato Grosso, é uma dança que presta
homenagens a São Benedito.
Os componentes da Dança
são todos homens, sendo 24 pares - em um cordão,
vestidos como mulheres e, no outro, como homens -
utilizam máscaras e roupas de chitão
estampado, destacando-se também os chapéus,
que levam espelhos e outros enfeites "...há
uma superstição que mulher não
pode participar de coisas sérias, pois dá
azar" - Milton Pereira de Pinho, - Guapo.
Além dos pares de dançarinos,
há as figuras dos balizas, em número
de três. A dança do trança-fitas,
em que cada um dos componentes segura a ponta de uma
das fitas e, em coreografia sincronizada, cruzam as
fitas, formando-se assim uma imensa trança
colorida, é o ponto alto da apresentação.
A música é instrumental, assemelhando-se
ao som de antigas bandas de coreto, apresentando os
seguintes instrumentos: saxofone, tuba, pistons, pratos
e tambores.
Apresentam-se com fantasias
de colorido exuberante, predominando as cores vermelho
e amarelo. Usam uma máscara confeccionada em
tela de arame que após colocada em forma de
madeira, caracteriza um rosto para modelagem final,
muita tinta é atirada por cima, 4 a 5 camadas,
que farão a aparência de pele, ficando
então muito bem camuflado. Cada praticante
usa na cabeça vistoso chapéu com plumas,
espelhos e outros adornos.
Para participar do Bando,
é necessário ser bom dançarino,
pois dança-se com o "joelho", isto
é, com muito molejo. A dança tem expressão
muito forte e chega a comover aos que estão
assistindo sua apresentação.
A Dança dos Mascarados
de Poconé não encontra seguidores em
nenhum lugar do Brasil, sendo sua origem um mistério,
até hoje não (completamente) explicado,
nem mesmo pelos mais antigos poconeanos.