LUNDUM
O Lundum ou Lundu de origem
provavelmente baiana, é uma dança de
homens e mulheres.
Em Mato Grosso, encontramos
a manifestação inserida na Folia de
Reis, no município de Araguaiana. Quando o
dono da casa onde estão pedindo esmola para
Santos Reis doa uma garrafa de bebida ao grupo, eles
dançam o Lundum.
A dança acontece assim:
a garrafa é colocada no centro da roda de foliões
alguns entram na roda, dançando ao redor da
garrafa, até que um dos membros do grupo pega-a
com a boca, coloca-a sobre a cabeça e sai dançando.
Em seguida, um casal de cada vez, também dança.
Na roda, todos cantam
e batem palmas. Os músicos dão o andamento
à brincadeira, acelerando, ao final. Os instrumentos
são: viola, pandeiro, bumbo.
As músicas costumam
ter tom de brincadeira, como essa:
"Jacaré tá
na lagoa
Debaixo da samambaia
Eu quero dançar c'a moça
Essa véia me atrapaia."
Comuns entre comunidades ribeirinhas,
as procissões fluviais costumam celebrar o
santo padroeiro local, em seu dia. Como, por exemplo,
em Santo Antônio do Leverger, onde prestam homenagens
a Santo Antônio e em Araguaiana, onde a homenageada
é Nossa Senhora da Piedade.
A embarcação
que leva a imagem do santo celebrado é seguida
pelas demais embarcações conduzidas
pelos pescadores, que cuidam para que a imagem siga
seu curso predestinado.
Os barcos, canoas e balsas
que participam são bastante enfeitados e, quando
a procissão ocorre à noite, são
também iluminados. CATIRA
Música e dança,
a Catira é executada apenas por homens. É
considerada a mais contundente expressão rural
originada do Lundu, ao lado do Cateretê, Cururu
Paulista, Arrasta-Pé, Balanço, Calango
Mineiro, Pagode, etc. Em alguns municípios,
a catira é parte integrante da Folia de Santos
Reis, porém nada impede que seja destacada
da manifestação, para ser cantada e
dançada em outros períodos do ano.
As cantorias são um
tipo de moda de viola entoadas, geralmente, por dois
violeiros. A temática enfocada pode ser relacionada
ao dia-a-dia, trabalho, amores, saudades, lugares,
etc. A dança, muito chamativa devido ao seu
vigor e sincronicidade, compõe-se de palmateios
e sapateios ritmados que os catireiros executam, em
duas fileiras - uma em frente à outra, formando
pares.
Música retirada de uma
Catira:
"Eu vou subir no céu
Prá pedir a Deus um castigo
Dá lição nessas moças
Que não qué casá comigo.
Quando eu descer do céu
Com meu castigo na mão
Ela vai se arrependê
Não adianta pedir perdão."