A CAVALHADA
A Cavalhada é
uma festa que acontece posterior à Festa do
Divino Espírito Santo, em homenagem a São
Benedito, nos municípios de Poconé,
Porto Esperidião e Cáceres. É
uma festa que ocorria nos fins do século passado
com bastante prestígio e hoje ainda acontece
nesses municípios de Mato Grosso. Consiste
de uma batalha simulada em que figuram cavalos e cavaleiros,
na tentativa de salvar uma rainha.
De singular beleza, devido ao seu estilo e
figurinos, os cavaleiros vestem-se de cetim nas cores
vermelho - exército dos Mouros - e azul - exército
dos Cristãos. Formam 12 pares e têm como
armas: lanças, espadas e pistolas, com as quais
simulam combates, em montaria, disputando a rainha.
Ao som de uma marcha executada em instrumentos de
percussão, os cavaleiros realizam diversos
movimentos, torneios e jogos, em que concorrem a pontuações.
Independentemente da pontuação final,
o exército cristão é o vencedor,
ficando então com a rainha.
Um momento de emoção é a hora
em que o cavaleiro tem que tocar numa pequena argola
presa por uma corda, no alto de um varal, que, em
outros tempos era de ouro ou de prata. Tudo isso ocorria
em cima de um cavalo em movimento. Essa tradição
vem sendo mantida através dos tempos, apesar
de inúmeras dificuldades encontradas.
Reconstituindo as cruzadas, misturando fatos históricos
e lendários, acrescidos de jogos praticados
na Idade Média. A apresentação
começa com o rapto de Helena de seu castelo,
pelos mouros, na reconstituição o motivo
da guerra.
Helena é personagem
da Ilíada de Homero, e a verdadeira razão
das cruzadas foi a retomada do santo sepulcro, em
Jerusalém.
TROIKA
PANTANEIRA
Expressão coreográfica
criada em Barão de Melgaço, pelo professor
João Cláudio Gonçalves. O nome
"Troika" é de origem russa, significando
uma espécie de cordão de saideira, com
síntese do Cururu, Siriri, Rasqueado, Chamame,
Quadrilha, Pericón e São Gonçalo.
A dança caracteriza-se
por passos marcantes. A indumentária é
da catadeira de algodão (saia cor de ponche
com abertura), para mulheres; Para os homens, a indumentária
é de peão pantaneiro (bota, chapéu,
lenço, laço, etc.).
A Troika Pantaneira não
tem data certa para sua apresentação,
podendo ocorrer em qualquer festa como as juninas
por exemplo.
É comum os turista
que visitam as exuberantes baías de Chacororé
e Siá Mariana, se depararem com dançarinos,
às margens do glorioso Rio Cuiabá, ensaiando
passos e números inéditos da gostosa
dança.
CHALANA
É um grupo folclórico
, da cidade de Cáceres, que filtrou da música
gaúcha e mato-grossense um ritmo alucinante
e envolvente, fazendo com que as pessoas que o assistem
tornem-se apreciadores desta novidade cultural. Há
de destacar, que o migrante, ao vir para Mato Grosso,
trouxe consigo sua tradição e, junto,
um certo ranço bairrista. Daí a observar-se
em cidades do interior diferentes tipos de manifestações
folclóricas, das quais algumas jamais vistas
em nosso Estado.
DANÇA DO ZINHO PRETO
A Dança do Zinho Preto
é digna de registro. É praticada por
um grupo de dançarinos no município
de Jauru, cidade que fica entre as vertentes dos rios
Guaporé e Jauru, no Oeste mato-grossense.
É uma dança que envolve somente homens.
Diversas fases são desenvolvidas, sempre ao
som de uma sanfona e pandeiro. Os dançarinos
vestem-se com roupas em tons berrantes e usam penachos
na cabeça. Freqüentemente pulam garrafas
(vazias) dispostas em linha reta no chão, usando
também espadas (de madeira), simbolizando uma
luta.
A dança de Jauru tem características
indígenas e africanas.
DANÇA DO FACÃO
Uma das manifestações
de maior destaque no interior mato-grossense, é
a Dança do Facão. É um folguedo
tipicamente gauchesco, sendo apresentado principalmente
no CTGs,- Centro de Tradições Gaúchas,
esparramados por todos os rincões do Estado,
inclusive na capital, Cuiabá.
Esta dança agrada a todos que a vêem
pela riqueza do figurino e agilidade dos dançarinos.
MILONGA
Expressão que nasceu
na região platina e que virou toada pública
no Rio da Prata. Existe a milonga pampeana e a da
Cidade. A milonga é poeticamente fruto da preguiça
do tempo e das horas de ausência do gaúcho
ou base melódica para o Payador (repentista
do sul) . Em Mato Grosso, a milonga chegou com os
migrantes gaúchos, notadamente a partir da
década de setenta, assim como outros ritmos.
CHOTE
Dança de origem alemã
ou húngara, trazida para Espanha e Portugal,
mais tarde para a América, a qual fixou-se
no sul e nordeste brasileiro. O nome vem do alemão
Schottisch, parecido com a mazuca e com a polca. E
Chote, no sul, é mais conhecido no Rio Grande
do Sul, na Província Missiones (Argentina)
e algumas regiões fronteiriças do Uruguai.
Tornou-se dança popular, criando característica
própria. Veio para Mato Grosso com os gaúchos
e nordestinos, especialmente a partir dos anos setenta.
FANDANGO
Dança espanhola e portuguesa
foi trazida para o Brasil no século passado.
O fandango é um tipo de baile rural em Portugal,
acompanhado de sanfona e viola, enquanto que na Espanha,
de violão e castanhola. É uma expressão
que existe em vários Estados brasileiros e
Mato Grosso somente recebeu suas influências
há poucas décadas O fandango é
tocado pelos conjuntos musicais em bailes gaúchos.
VANERÂO
Assim como venera, vanerinha,
segundo o pesquisador Paixão Côrtes,
nasceu da habanera e esta por sua vez nasceu em Havana
- Cuba . Daí o seu nome Habanera que quer dizer
de habana. A habanera foi a primeira música
genuinamente afro-latino-americana que foi levada
para os salões europeus do séc. XVII.
Mais tarde, já mudada na sua estrutura primordial
devido às modalidades nelas aplicadas pelos
músicos europeus, voltou com os imigrantes
portugueses e espanhóis, alojando-se em diversas
cidades da América Latina.
De acordo com pesquisas realizadas, a habanera deu
origem ao maxixe brasileiro, e a grande expressão
popular Argentina, o tango. Quanto ao Vanerão,
foi mais uma alteração dessa música
e se tornou , ao lado do chote, bugio, fandango, etc.,
uma das danças populares do Rio Grande do Sul.
Também foi trazida a Mato Grosso pelos povos
do Sul.
CATERETÊ
De provável origem
africana, disseminada nas regiões sudeste e
Estado de Goiás. O cateretê cujo nome
indica origem tupi, mas que coreograficamente se mostra
muito influenciado pelos processos de dançar
catira, é dançado em fileiras opostas
e cantada. O Cateretê é cultivado em
Mato Grosso, na região do Médio Araguaia.
MÚSICA NORDESTINA
Denominação
dada a toda nebulosa telúrica da cultura musical
nordestina. A música nordestina tem vários
ritmos, folguedos, e cantorias. Em Mato Grosso o chamado
forró é conhecido devido a ser uma coletânea
de danças populares nordestinas como o baião,
xaxado, chote... A música nordestina influenciou
Mato Grosso em toda região do Vale do Araguaia
e norte do Estado, principalmente depois da fundação
de Brasília.